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NOVO ENDEREÇO Janeiro 14, 2009

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Os comerciais do Mercado Livre.com Dezembro 23, 2008

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Não costumo assistir televisão, mas quando me encontro presa a ela, geralmente a atenção está nos comerciais. Ultimamente, as propagandas que mais chamaram a minha atenção foram as do Mercado Livre.com. Elas conseguem resgatar a antiga idéia da propaganda.  São leves, meigas e servem apenas para lembrar o público que o Mercado Livre existe – diferente da maioria das propagandas televisivas que, hoje, são exageradamente apelativas.

Falarei sobre as duas últimas propagandas, sendo a primeira a compra do beijo e a segunda, a compra da motocicleta.

Na primeira, uma jovem decide comprar um beijo. As cenas apresentadas deixam claro que, os dois pertencem a uma classe social típica brasileira. O rapaz caminha e utiliza o transporte público para chegar a casa da moça que, também se apresenta simples, ou seja, o comercial, com classe, não se  utiliza de “ilusão” para lançar a sua mensagem. Detalhe para a trilha que conquistou grande parte dos telespectadores. Para finalizar a propaganda, surge a seguinte frase: “Alguém procura o que você tem; alguém tem o que você procura. Tudo o que você imaginar encontre no mercadolivre.com”.

No segundo comercial, um rapaz está “paquerando” uma motocicleta de modelo antigo. No entanto, como ele sabe que não existe mais o modelo para venda, decide comprar uma motocicleta nova. Quando ele está para fechar o negócio (no caso, o casamento), o Mercado Livre possibilita a compra da antiga motocicleta e surge a seguinte mensagem: “O amor ideal existe, encontre no mercadolivre.com”. Detalhe também para a trilha que causou o mesmo impacto da primeira.

Antes de efetuar uma compra no Mercado Livre.com, eu já gostava dos comerciais, mas não tinha nenhum sentimento com eles. Em agosto deste ano, decidi que queria voltar a ter os Playmobils da década de 80 e é claro que eu só seria capaz de encontrá-los no Mercado Livre. A compra foi emocionante. Briguei em leilões e quase me matei de tanto procurar os modelos desejados. Foi nostálgico e delicioso. A partir daí, eu consegui captar todo o contexto dos comerciais, em especial, do último que trata da mesma sensação.

Em suma, gosto desses comerciais. Eles são simples e leves. Não utilizam a persuasão para dizer se a empresa é melhor ou se o concorrente é ruim ou, ainda, o que acontece quando o consumidor opta pelo concorrente. Eles são sinceros e acreditam no poder de utilizar a propaganda apenas para a manutenção da lembrança do consumidor.  É claro que cada caso de empresa é um e, porntanto, não podemos comparar as estratégias, mas é interessante destacar que, hoje, quase todas apelam em suas mensagens.

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            Comercial do beijo

 

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Comercial da motocicleta

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Fim do Filme: Caso Eloá virou livro! Dezembro 22, 2008

Posted by lupado in * Curioso, * Livros.
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Estava entretida com as prateleiras da conceituada livraria Saraiva, quando passei meus olhos por um livro chamado: “A tragédia de Eloá, uma sucessão de erros”.  O livro estava exposto no espaço de Sociologia, junto com obras de grandes autores como Bauman e Canclini.

Confesso que peguei o livro e, ao verificar a capa que destaca o nome “ELOÁ” e apresenta a foto mais chamativa do episódio, caí na gargalhada. A primeira palavra que veio em meu pensamento foi: OPORTUNISMO – e do mais barato possível!

Há um tempo, quando o episódio Eloá era apresentado em todas as transmissoras, eu escrevi um texto neste mesmo espaço comentando exatamente a transformação do telejornalismo em telenovela, chamado “A imprensa brasileira virou telenovela”, ou seja, desde o seu início o episódio já estava sendo tratado como mercadoria, no caso, o entretenimento.

            Em breve pesquisa sobre o assunto, descobri que o livro foi escrito em apenas 08 dias – prazo exigido pela editora que contratou o jornalista-autor. Detalhe: em sigilo absoluto, pois outra editora poderia roubar a “brilhante” idéia, como afirma o próprio autor em entrevista:

A Editora estabeleceu um prazo determinado para a entrega da obra?
Campos -
Estabeleceu sim. Depois de ter aceito o convite, tinha cerca de oito dias para entregar todo o texto para que fosse viável à editora o lançamento ainda neste ano. O fato é que eu não podia tirar licença da Band para escrever porque o projeto era sigiloso. Uma das exigências da editora foi que eu trabalhasse no mais absoluto sigilo. Até por questão de espionagem. Outra empresa poderia abraçar a idéia com outro autor. Então não deixei de trabalhar, continuei na minha rotina normal, mas em qualquer horário livre, estava escrevendo, pesquisando. A única coisa que fiz foi pedir para que minha esposa viajasse com minha filha (ela tem apenas quatro anos) para que eu tivesse as noites livres para trabalhar. Então, tive quatro noites consecutivas para trabalhar em casa.

No decorrer da entrevista, o autor afirmou que o livro foi feito simplesmente para “pagar as contas da empresa”, visto que ninguém vive de idealismo. Acredito nisso também, vivemos em um mundo estupidamente capitalista, capitalistas somos. No entanto, achei incrível a falta de postura e ética, tanto com a falecida Eloá quanto com a própria população.

Campos, o autor do livro, disse ainda que o Brasil não possui o hábito de lançar livros quando o assunto está vivo como, por exemplo, os inúmeros livros lançados nos EUA ao decorrer da candidatura de Barack Obama. No entanto, ele esqueceu que somos, culturalmente, diferentes dos americanos; ainda não transformamos TUDO em mercadoria, apesar de caminharmos para o mesmo abismo. A cultura americana é extremamente consumista. 

Os elementos da capa que servem de atrativo para o público-alvo são tão apelativos que, para os mais esclarecidos, chegam a provocar repúdio.

Enfim, sinto tristeza em saber que esse livro foi destinado aos menos informados e que será o “presente” de Natal de muitos. A figura Eloá virou mercadoria e não duvido que logo esteja nas prateleiras das lojas de brinquedo, roubando o lugar da Barbie.

Para quem quer ler a entrevista toda: http://www.masteremjornalismo.org.br/noticia_view.php?id=1787

Até mais!

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Sobre o livro sorocabano “A síntese da exclusão” Dezembro 18, 2008

Posted by lupado in * Livros, * Teia Cultural.
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Texto publicado no site: www.teiacultural.com.br

sintese

Eis que descobri que existem estudantes de Graduação que ainda se preocupam em fazer, não só um bom Trabalho de Conclusão de Curso, como um projeto útil para toda a sociedade.

Não conheço os autores do livro, Felipe Shikama e Fernanda Marques, mas posso garantir que são jovens com vasta visão social, fato que é muito discutido contemporaneamente – a falta de cidadãos preocupados com a ordem social, inquietos com a não- inclusão dos grupos menos favorecidos (ou totalmente desfavorecidos).

            O livro “A Síntese da Exclusão” não é apenas um relato sobre a vida dos moradores do “Habiteto”, envolvidos com o movimento HIP-HOP, mas sim um GRITO à sociedade sorocabana que acredita não haver mais miséria na cidade.

Há algum tempo, o chamado “lixo social” (termo freqüentemente utilizado por Zygmunt Bauman, autor que admiro muito), foi “varrido” das belas praças reformadas e dos espaços de interesse político – aqueles que se tornaram mais visíveis.

Coincidentemente, nos últimos anos, também foi implantado o projeto “cidade super limpa”. Realmente a cidade está limpa e linda. Está bem cuidada, cheia de natureza e belas praças – transformou-se em um ótimo atrativo para grandes empresas e novos moradores. Disso não temos dúvidas e estamos muito satisfeitos. No entanto, junto com a “limpeza” do centro urbano sorocabano, foi também criada uma ilusão na cabeça dos cidadãos que passaram a acreditar que Sorocaba não possui mais pobreza, já que a miséria não está mais ao alcance de seus olhos. Ninguém se pergunta onde foram parar os habitantes que ocupavam os locais reformados? E, ainda, se a estes foram dadas melhores situações de morada e manutenção dos espaços?

Bom, o livro está aí. Está facilitado para quem quer saber o que ocorreu/ocorre na sociedade de Sorocaba e está disponível não só em informações, mas para quem quer também colaborar com essas pessoas. Para adquirir um exemplar, basta fazer a troca por qualquer outro livro, que será encaminhado à biblioteca do bairro discutido na obra. Coisa linda, não?

Quanto às questões do Hip-Hop, inserção de grupo e sociedade em geral, eu não quis me estender, pois, atualmente, desenvolvo uma pesquisa que diz respeito exatamente a esses assuntos, portanto, me alongaria muito. O intuito deste texto é apenas apresentar a obra e os jovens autores; parabenizá-los pela sensibilidade, pela preocupação e por saberem ocupar o real papel da palavra cidadão.

Parabéns!

Para quem quer saber mais, acompanhar o trabalho ou adquirir o livro: www.asintesedaexclusao.com.br

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Desordem e retrocesso Dezembro 17, 2008

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Dias atrás, eu estava viajando e passei pelo nosso Aeroporto Internacional de Guarulhos e desembarquei no Aeroporto Internacional de Montevidéu – Uruguai.

Gostaria de chamar a atenção para o país que eu me referi, o Uruguai. Um país latino assim como o nosso, “subdesenvolvido”, onde os avanços tecnológicos e a ordem não são “escandalosos” como nos EUA, Europa e Japão, ou seja, farei uma comparação de “Terceiro Mundo” para “Terceiro Mundo”.

Sempre acreditamos piamente em todos os apetrechos tecnológicos utilizados nesses espaços para o controle e a segurança, tanto daqueles que deixam o território quanto daqueles que chegam, ou ainda, do exemplo de quem deixa o território de origem para outro desconhecido.

No dia em que eu desembarquei no Uruguai, senti na pele o quanto somos falhos e, pela primeira vez, tive uma forte sensação de “vergonha alheia” por ser brasileira.

Ao passar pela máquina de raio X uruguaia, o senhor que estava à minha frente foi barrado. Ao ser revistado pela guarda local, foi constatado que ele estava com um chaveiro de metal no bolso. Tudo bem, os guardas pediram para que ele passasse novamente no detector, enquanto sua mala também disparava o alarme do aparelho. Dela, os guardas retiraram os seguintes materiais: um canivete de bolso, duas chaves de fenda e um alicate. O brasileiro, com um olhar sarcástico, de quem não estava entendendo a gravidade da infração e, ao mesmo tempo, achando ridícula a atitude dos guardas uruguaios, deixou o material com os mesmos e saiu zombando do sistema de segurança local.

Confesso que senti vergonha e muita. Vergonha porque aquele homem talvez não tenha passado, no nosso aeroporto, pela entrevista de check-in. Vergonha por saber que depois dele não ter feito a entrevista – “você possui ferramentas, metais pontiagudos, bombas, armas  etc”-, ele passou pelo nosso sistema de raio x que não foi capaz de detectar objetos tão alarmantes (no mínimo estava desligado), vergonha por estar logo atrás dele e ser do mesmo território que ele e, por fim, vergonha da cara que ele fez quando quis sair por cima da situação, criticando a guarda uruguaia.

Acontece que ficamos ofendidos quando pessoas “de fora” referem-se ao nosso Brasil como um país sem ordem, onde tudo parece ser levado “nas coxas”. E exigimos respeito! Estufamos nosso peito quando a nossa autoridade maior enche a boca para dizer que somos auto-suficientes, que somos capazes de não nos abalarmos com “crises” e que caminhamos para, finalmente, honrarmos a frase estampada em nosso símbolo nacional “Ordem e Progresso”. Mas, esse mesmo homem, nossa autoridade, esquece-se da ordem das pequenas coisas, do progresso que só se alcança em conjunto – como uma engrenagem-, da distribuição da informação geral para todos os grupos e classes e, acima de tudo, da educação da massa brasileira.

Aquele homem mal informado e de má postura que deixou nosso país e pisou em chão uruguaio não é apenas mais um brasileiro, ele é um representante do Brasil e de cada um de nós e, quando somos minoria em outro território e estamos próximos a homens como ele, somos um pouco deles também.

Lamentável.

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UMA PARADA EM BUENOS AIRES: UM OLHAR SOBRE A MEGALÓPOLE ARGENTINA. Dezembro 11, 2008

Posted by lupado in * Cidades, * Sorocult.
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ar2Buenos Aires é linda. Não é à toa que a chamam de “Quintal da Europa”, pois sua arquitetura é de cair o queixo. A Praça 25 de Mayo merece alguns bons momentos de contemplação, já que é rodeada de belas construções. O encanto da Casa Rosada é capaz de alterar a respiração de cada turista admirador. O prédio do Congresso é um dos que mais chamam a atenção; as escadarias gigantescas e os monumentos ali instalados remetem a um sentimento patriota de força e progresso.

Caminhar na parte antiga da cidade representa estar em outra época. Prédios novos ou reformados entrelaçados com antigos tornam os cenários tão híbridos ao ponto de quase nos fazerem perder a referência. O centro velho também apresenta a mestiçagem de arquiteturas e o seu movimento se iguala à loucura de todos os centros comerciais das megalópoles. Já a parte mais nova é um encantamento de belas construções modernas e de luzes ofuscantes para todos os lados. Lá se encontra a Recoleta, bairro famoso por guardar o cemitério onde está sepultada Evita Perón, um dos pontos turísticos mais procurados da cidade.

No entanto, diferente de São Paulo – utilizarei a cidade como referência comparativa -, Buenos Aires apresenta uma sociedade com pouca diversidade. Os grupos étnicos não se misturam e, pelas ruas, há apenas argentinos e índios – estes ocupantes de cargos secundários, quando ativos. Os moradores de rua, em geral índios, lotam as imensas praças, especialmente a 25 de Mayo, onde imploram o reconhecimento social. Quase não há negros em Buenos Aires.

Com um olhar positivo, constatei que o povo argentino, diferente do brasileiro, utiliza-se freqüentemente de uma ferramenta antiga e de grande valor que é a manifestação em grupo. Observei uma massa de índios a caminho da Casa Rosada reivindicando a inserção social. Em frente à casa, a tropa de choque da polícia argentina já os aguardava em posição…

Buenos Aires também não está passando por bons momentos. As construções e reformas prediais abandonadas, os carros caindo aos pedaços e outros extremamente batidos, os sorrisos amarelos dos mais velhos, o lixo espalhado em meio às grandes avenidas, a quantidade de mendigos na rua, além das imensas favelas à margem do aeroporto nacional, revelam uma cidade judiada pela decadência financeira. Entretanto, a alimentação argentina é bem mais rica que a brasileira- ainda que eu prefira a nossa água mineral e o sabor do arroz e do feijão-, a carne argentina, o pão, o vinho, a massa, o leite, entre outros, dão show nos nossos, quando comparados aos mesmos pratos. Isso deve explicar o pequeno número de pessoas obesas.

Em suma, o que mais chamou a atenção em tudo isso foi o nacionalismo e a união do povo nos pequenos gestos que representam o amor à pátria argentina. A conclusão é de que o argentino veste a camisa oficial todos os dias, enquanto o brasileiro veste só na Copa do Mundo – ainda que essa ação esteja, aos poucos, se dissolvendo.

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25 de Mayo

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Casa Rosada

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Musico de El Caminito

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Tropa de choque

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Cemitério – Recoleta

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Cena comum

lixo

Campanha + lixo

carro

Se fosse no Brasil…

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fuerza

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O pequeno grande mercado das bandas alternativas Dezembro 11, 2008

Posted by lupado in * Música, * Teia Cultural.
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dead1Há uma semana, fui abordada por um amigo que estava vendendo convites para a apresentação de sua banda, que abriria, junto com outras, o show da Dead Fish, no dia 6/12.

Eu não entendi o porquê da necessidade das vendas antecipadas dos convites, já que, sabendo que a Dead Fish é consagrada no meio alternativo, não deveria haver a tensão das vendas precipitadas. Questionei meu amigo que, muito frustrado, explicou-me a atual “regra” para entrar no meio musical alternativo.

Nesse evento em especial, as bandas deveriam vender pelo menos 20 convites para garantir sua apresentação. Para tanto, a banda teria que deixar um “cheque calção” com a organização e retirar os 20 convites. Ou seja, em palavras óbvias, a banda deveria, literalmente, comprar os convites no valor de R$ 20,00 e revendê-los.

As regras foram bem claras: se a banda não vendesse os convites, tomaria prejuízo e correria o risco de não se apresentar, ou, a banda que vendesse a maior quantidade de convites – acima da quantidade estipulada-, tocaria mais próxima do horário da banda principal. Analisando a partir destas informações, podemos concluir que, hoje, não há mais o mérito do bom trabalho, visto que, a “melhor” banda é escolhida pela capacidade de venda de convites (o esquema é montar uma banda com bons vendedores ou pessoas bem da $$$, rs!).

Bom, comprei o convite para dar uma força ao meu amigo, mas acabei não comparecendo ao show, felizmente, pois a Dead Fish só atrapalhou o evento.

Primeiro a banda reclamou da estrutura:

Motivo 1º: pouco público (mesmo com a casa lotada) – desculpa para exigir o adiantamento da metade do cachê.

Motivo 2º: a aparelhagem de som não estava dentro das “necessidades” da banda – desculpa para o adiantamento de mais uma parte do cachê.

Por fim, perto do horário da apresentação, os integrantes da Dead Fish sumiram do local alegando não ser um evento suficiente para a presença dela. O interessante é saber que o grupo já havia tocado no mesmo evento há algum tempo, o que prova o conhecimento com relação à estrutura.

Conclusão: Público revoltado, quebrando cadeiras, puxando cabos ativos e desrespeitando a banda que antecedia a principal, organizadores e integrantes de outras bandas sendo ameaçados de linchamento e mais toda aquela cena que já sabemos como se desenrola. Uma palhaçada só. Palhaçada da organização com as bandas sérias, palhaçada da Dead Fish com os organizadores e principalmente com o público e palhaçada do público com o espaço.

Eu já auxiliei eventos com bandas alternativas, quanto fazia parte da equipe do site Sorocabarock.com e, desde então, as bandas já se esforçavam para aparecer no cenário alternativo. O interessante era observar a vontade e a dedicação que as bandas tinham em colaborar para um bom evento. A verba arrecadada era insuficiente para dividir entre as bandas e, assim sendo, era destinada às despesas gerais do evento como transporte, flyers, acerto de contas com aluguel do espaço, com seguranças e aparelhagem de som. Velhos e bons tempos! Diferentemente, hoje, muitos organizadores de Sorocaba e região encontram maneiras de aproveitar o gás e a vontade de destaque das inúmeras bandas para garantir a verba do evento, ou seja, além de se apresentar de graça, as bandas assumem o papel de “promoters” e vendedoras e, as menos populares, acabam pagando para tocar.

Se você pensa em montar uma banda alternativa, pense duas vezes antes de entrar para esse mercado ou contrate logo um vendedor para integrar o grupo.

Detalhe: O show da banda Fresno já está marcado e as regras para a escolha das bandas que participarão serão as mesmas, exceto a quantidade de convites a serem vendidos que será o dobro da quantidade do evento citado acima.

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A comunicação artificial humana. Dezembro 10, 2008

Posted by lupado in * Acadêmico, * Sorocult.
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A comunicação humana surgiu da necessidade do homem de encontrar em outro ser a solução para a solidão e a troca de informações. Os homens em si são considerados animais não-naturais, pois se comunicam de maneiras artificiais, através de códigos inventados. Entretanto, as relações entre filhos e mães e as relações sexuais são consideradas naturais, pois não precisam necessariamente da utilização de códigos desenvolvidos pelo homem, mas, ainda assim, não deixam de ser influenciadas pela cultura de um determinado espaço, o que pode provocar a alteração do ato natural para o artificial.

Filósofos afirmam que o objetivo da comunicação humana, é nos fazer esquecer o contexto de nos encontrarmos sozinhos e “incomunicáveis”, para também esquecermos que, naturalmente, estamos condenados à morte. Ao longo da história, os humanos desenvolveram códigos de comunicação, como a arte, a filosofia, a religião e a ciência, a fim de sintetizar um sentido para as diversas razões da vida. Dentre os códigos mencionados, a religiosidade é criada para confortar e explicar a sentença natural do homem, a morte. Antigamente, os humanos presenciavam o processo de decomposição dos corpos e o ato da morte causava terror aos presentes, provocando sentimentos dolorosos. Por meio desses sentimentos, surgiu a necessidade de criar um código que explicasse o fenômeno natural da vida e, dentro dessas explicações, adotou-se o costume de enterrar os corpos, ou seja, o sentido de “voltar para a terra”, o que diminuía o terror, proporcionando alívio e sentido para a causa natural.

Na medida em que se tenta promover, através dos códigos, o esquecimento da falta de sentido da vida e da solidão, os homens trocam diferentes informações, a fim de sintetizar uma nova informação. Essa forma de troca de informações é considerada dialógica. No entanto, para preservar e manter as informações, os homens compartilham diferentes conhecimentos na esperança que os mesmos possam resistir melhor ao tempo. Essa é a forma considerada discursiva. Para que um discurso aconteça, o emissor tem que dispor de informações que tenham sido produzidas em um diálogo anterior. Cada diálogo pode ser considerado uma série de discursos orientados para a troca, devendo haver um equilíbrio entre os dois, pois estes estão diretamente ligados um ao outro.

Apesar de ser um animal solitário, o homem sente a necessidade de viver em comunidade e criar códigos, através do tributo da razão. Para sustentar a teoria da comunicação artificial, pode-se afirmar que a comunicação não-artificial é a comunicação estabelecida por animais, como a dança das abelhas e o canto dos pássaros. Assim, os animais são seres irracionais que agem obedecendo a instintos, num processo de comunicação natural, diferente da comunicação humana que, influenciada pela razão, torna-se algo inteiramente artificial, ou seja, não-natural.

 

Texto com base nas teorias de Vilém Flusser.

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Júpiter e Vênus ou máquinas? Dezembro 2, 2008

Posted by lupado in * Teia Cultural.
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clip4042Ontem, por volta das 21h, estava com algumas pessoas tomando suco, quando surgiu um senhor, um tanto simpático, e interrompeu a nossa conversa. Segurando um coco, ele se desculpou por atravessar o papo e pediu para que olhássemos em direção à lua, que, muito brilhante, dividia o céu com duas lindas estrelas. 

Contemplamos aquela cena por alguns minutos, até que aquele agradável senhor parou um conhecido seu – um pouco mais jovem -, e lhe chamou a atenção para a mesma imagem. O conhecido, com um ar de decepção, tentou explicar da melhor forma possível que aquela cena não era um acontecimento natural, pois, as estrelas não passavam de dois satélites que há algum tempo já estavam expostos no espaço. O senhor, um tanto sem graça, nos contou a “novidade” e, de mansinho, se afastou encabulado.

Hoje, pela manhã, recebi a notícia de que aquele acontecimento era natural em seu todo e que só ocorrerá, novamente, no ano de 2053.

Gostaria imensamente de reencontrar o senhor e dizer a ele que ainda há no mundo a beleza natural.

Não basta muito para imaginar como aquele homem vivido encostou sua cabeça no travesseiro, na mesma noite. Deve ter se desiludido e se sentido humilhado com a reação “ingênua” perante os mais jovens – atitude de quem presenciou um mundo mais natural, menos alterado pelas mãos dos que hoje se encarregam de criar espetáculos artificiais.

Gostaria ainda de dizer ao senhor que ele estava correto e que “ingênuo” era o homem mais jovem em acreditar que não há mais beleza natural, em desacreditar em perfeições sem a mão do homem e se contentar em crer que até as estrelas, hoje, são máquinas.

Aquelas “máquinas”, meus senhores, eram os planetas Júpiter e Vênus e, talvez, no ano de 2053, não existam mais senhorzinhos que ainda acreditam na beleza natural do mundo.

Fonte da imagem: orbita.starmedia.com

 

Capa da Revista Época SP – Dezembro 2008. Dezembro 1, 2008

Posted by lupado in * Curioso.
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Interessantíssimo!

Acho que essa capa revela um pouco sobre o que eu escrevi anteriormente.
Madonna enxerga São Paulo como uma “coisa” pequena demais, muito pouco para a grandeza dela!!! Rs.

Engraçado como as imagens conseguem persuadir por intermédio de conceitos, muitas vezes, inventados.

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fonte da imagem: madonnaonline.com.br

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OVERDOSE “MADONNICA” Novembro 25, 2008

Posted by lupado in Revista Área Vip.
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MADONNA, UM DOS “PRODUTOS” DE MAIOR CONSUMO DA CULTURA POP.

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Rolling Stone, Veja, Época, Caras, Vogue Brasil, entre outros grandes impressos de projeção nacional, já cederam à tentação de expor em suas capas o “produto” Madonna. Mas por que será que a cantora faz tanto sucesso em todo o mundo?

A década de 80 foi o começo da reformulação da identidade dos jovens, que, anteriormente, possuíam padrões mais tradicionalistas e rígidos. Madonna surgiu em uma época favorável à ascensão de sua imagem e foi responsável por grande parte da quebra dos padrões da antiga visão tradicionalista. Assim, desde o início, a cantora foi um dos ícones femininos de maior escândalo e alvo de todos os veículos de comunicação.

Pode-se dizer que, talvez, o que mantém Madonna em todas as paradas, até os dias de hoje (três décadas de sucesso absoluto), seja a facilidade que a cantora tem em se transformar de acordo com o tempo. Já foi loira dos cabelos desgrenhados, ruiva, cabelos pretos e encaracolados, pretos e lisos, loiros e lisos e, hoje, aparece loira com cabelos ondulados. Já foi rock juvenil, pop romântico, eletrônica, balada country e, hoje, utiliza até elementos do movimento Hip Hop americano. Já assumiu a personalidade de Marilyn Monroe, Eva Perón, Chiyo, Cowgirl, Dita Parlo e Maria Antonieta – de “material girl” à “espiritual girl”. Foi considerada símbolo sexual, rebelde, passou para sensual, mãe e, hoje, exemplo de boa forma física.

Os jovens não a enxergam como rebelde inconstante, como nossos pais a enxergavam há duas décadas. Atualmente, a cantora é vista como mãe, atriz, modelo, produtora e exemplo de “saúde”. Desta forma, não é de se espantar que ela consiga ditar moda até os dias de hoje. O que está por trás de todo esse sucesso é o envolvimento da produção dos maiores profissionais da indústria cultural contemporânea, os mais bem pagos do mundo, capazes de transformar humanos em simples objetos de entretenimento.

Diferente de importantes nomes da cultura pop da década de 80, que permaneceram somente na memória nostálgica de quem vivenciou a época, Madonna se utilizou dos meios de comunicação com astúcia e se manteve em evidência com mais força. O segredo do sucesso está na mutação constante da identidade da cantora que segue de acordo com a moda vigente e a idéia de sempre apresentar a quebra de regras e padrões. Ninguém sabe ao certo o que esperar de Madonna, o que provoca a sensação de surpresa, que mantém a vibração e o interesse do público a cada passo da cantora.

Em suma, a mercadoria Madonna é tema assíduo de debates acadêmicos; é um dos exemplos do poder milionário; um dos produtos mais renomados da indústria cultural contemporânea e um dos bens da cultura pop mais consumidos do mundo.

 

Colaboração: Elton Caramante

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 Chiyo                                         Cowgirl

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   Espiritual girl                              Maria Antonieta

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Dita Parlo                                   Marilyn Monroe

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O Suspeito da Rua Arlington Novembro 11, 2008

Posted by lupado in * Filmes.
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suspeito-da-rua-arlington-poster021Ontem, estava sem sono e, fiz algo que a anos não me permitia. Perdi algum tempo de meu sono para assistir um filme que me chamou a atenção. “O Suspeito da Rua Arlington” me deixou intrigada com cada desfecho surpreendente. Mas, não foi só a seqüência não óbvia que me chamou a atenção. Mais uma vez, me prendo as causas falhas de um sistema, mostradas de maneira explícita através do cinema.

O professor de história dos EUA perde a esposa, que era agente do FBI, por um erro banal. Em suas aulas, o professor se foca em demonstrar o quanto o sistema deixa a desejar e, a necessidade do mesmo em sempre ter que achar um culpado para amenizar o desespero da população. Deve haver um culpado para tudo. Basta dar qualquer nome que os civis já se confortam. Como se, um atentado gigantesco fosse obra de um só. O sistema engana a população que se engana. E isso não é ficção! Ocorre até os dias de hoje, em qualquer lugar populado.

Por fim, a parte surpreendente do filme é quando o visinho terrorista arma uma armadilha para o professor que, acaba como o responsável pelos atentados. A parte sarcástica é a mostra da imprensa extremista que monta um quebra-cabeça ilusório, convencendo a população sobre a responsabilidade do professor. É claro! Seus alunos não entenderam nada sobre suas aulas. Não conseguiram sair do papel “população de massa” e se renderam a acreditar e colaborar para a imprensa, movidos pela paixão do momento.

Muito bom. É claro que, cada um tira as conclusões que melhor cabem. Mas vale muito a pena ver. Gostei.

sobre o filme: http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=226

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2008 Novembro 10, 2008

Posted by lupado in * Curioso.
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Dois mil e oito foi um ano cheio. Lotado, talvez. Abarrotado de experiências vivas e tristes também. Foi nesse ano que eu tive que descobrir e entender que, mesmo que tentemos, nada é absoluto, quando se divide com alguém. O amor não é perfeito. O sentimento é traiçoeiro. A morte, muitas vezes, desejada em ficção, mesmo sabendo que o individuo vive com medo dela. Em 2008, conheci a Disney e me encantei e me desencantei com a potência mundial, que, neste mesmo ano, se mostrou tão frágil. Até mesmo ela pode fraquejar – por que eu não?! Também me aproximei da figura paterna, que eu nunca tive numa visão patriarca. Senti-me bem. Entrei para um curso que me tornou mais rabugenta, mais madura-antes do tempo, mais incompreensível e indesejada. A sabedoria também exige um preço. Também fui madrinha de casamento pela primeira vez e fui de uma pessoa muito especial que é minha irmã Thátira. Senti o que é bambear de emoção e gostei da experiência, mesmo não sabendo explicá-la. Eu ajudei entidades. Desfiz-me de roupas velhas, comprei novas e, até mesmo, mandei fazer outras. Nesse ano, eu perdi uma jóia preciosa. Perdi em terra, sei disso. Minha madrinha-avó virou anjo e conquistou o seu merecido descanso, mesmo que de maneira tão dolorosa. Ainda, nesses longos e tão curtos dias, aprendi a entender e a respeitar outras culturas e, até mesmo, receber ajuda delas. Devemos ser flexíveis, sempre. Reaproximei-me da família. Viajei para Santos- para molhar meus pés na água salgada, viajei para a Argentina para molhar minha garganta e me embriagar ao vinho tinto – para flutuar em meus pensamentos, tão meus. Reconquistei amizades, fiz novas, percebi desrespeito em outras. Descobri uma banda nova, me surpreendi com atitudes lindas e inesperadas. Ouvi uma mesma música milhares de vezes. Senti-me adolescente. Emocionei-me, irritei-me, acabei-me. Senti-me insegura, sozinha, solitária. Senti-me amada, feliz e amparada. Senti saudades, muita saudade. Nesse ano eu dancei como nunca havia dançado antes. Comemorei, abracei, beijei e pulei de alegria. Fui elogiada – como é gostoso! Fui acariciada. Tive medo da solidão, tive medo de perder alguém e perdi outro alguém. Tive medo de não conseguir, de perder o emprego, de falhar e não retomar. Tive medo de arriscar. Odeio o fracasso e fracassei, pois não arrisquei. Nesse ano, eu iniciei os estudos de inglês e parei, mas voltei para a academia. Isso me fez bem. Eu experimentei a anestesia rack e não gostei dela. Sofri de dor, isso sim eu sofri. Senti-me sozinha. Confesso. Voltei a cantar no começo do ano e, mesmo antes da metade, parei. Parei e não senti mais vontade de tocar. Dei canja em bares, mas não me senti à vontade. Senti falta de minha mãe, sem precisar. Senti falta de minhas irmãs. Tomei vodka e vomitei no sanitário. Cortei o cabelo, gostei da aparência. Mudei a cor das pontas, a fim de mudar algo – que não sei explicar. Comecei a usar as roupas que eu sempre quis, sem me importar com opiniões alheias. Regulei a minha alimentação e estou bem assim. Descobri que o chocolate não é tão doce quanto era antes – quando o ping pong tinha sabor de infância. Chorei de dor no coração. Fiz uma tatuagem maior que as outras – um dragão. Gostei dela. Mas também não mudou nada. Exceto em meu físico. Dei presentes, recebi presentes- muitos deles-, dormi com gato, acariciei passarinho manso e contemplei tigre branco. Acordei com alguém que amo – todos os dias- e me senti protegida.
Nesse ano, aprendi tantas coisas que, ainda não consegui organizá-las em meus pensamentos. Uma pausa para as festas obrigatórias e que comece outro novamente intenso.

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Resenha: Estenda a mão e toque alguém – Celeste Olalquiaga Novembro 5, 2008

Posted by lupado in * Acadêmico.
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O avanço da tecnologia possibilitou um aumento das imagens visuais, assim, constituindo um novo espaço simulado. Celeste Olalquiaga, observa que a tecnologia está, aos poucos, substituindo o orgânico pelo cibernético e o simbólico pelo imaginário, o que produz uma fragmentação do eu.A constituição de um novo espaço simulado através das imagens é comparada a Psicastenia, ou seja, a uma perturbação da relação entre o eu e o território em torno – estado em que o espaço definido pelo próprio organismo se confunde com o espaço representado.

A cultura contemporânea faz com que a linguagem verbal seja substituída pela linguagem visual. As pessoas tornam-se limitadas por meio do visual, o que significa que a cultura urbana está presa em um nível imaginário. As imagens são essenciais na formação de uma identidade, no entanto, elas devem representar uma sensação de integridade, caso contrário, a autopercepção permanece fragmentada.

Os monitores e as telas tornaram-se as janelas do mundo, mas, as paisagens ali representadas, são limitadas a uma moldura; uma realidade evasiva da cultura pós-moderna e que possibilita ser mudada simultaneamente.

Os urbanistas estão perdendo a percepção, não só através dos sempre citados anúncios que provocam a redução da ausência referencial, estão perdendo também, através da arquitetura pós – moderna. Os shoppings, como exemplo, apresentam ambientes homogêneos, escadas, vitrines, estacionamentos e elevadores, parecem ser os mesmos em todos os diferentes espaços, o que causa aos consumidores, a sensação de estar em um labirinto – perda de percepção.

Por meio da multiplicação das imagens, as pessoas estão cada vez mais procurando maneiras para preencher o vazio deixado pela dúvida. Celeste Olalquiaga afirma que, com as diferentes simulações ocorridas a partir da cultura pós-moderna, as pessoas começaram a desenvolver a Compulsão Obsessiva – “doença da dúvida”; a sensação de não ter fechado uma porta é um simples exemplo dessa obsessão.

Diferente da Pisicastenia, a Compulsão Obsessiva, em concordância com os recursos tecnológicos, recorre à velocidade como maneira de recobrir o vazio de identidade que foi aberto pela dúvida. A pessoa fica presa no tempo, que se repete como um gesto fútil de imitação. Sendo um processo artificial do espaço, segundo Celeste, a repetição obsessiva está no centro do processo de simulação no qual a cultura pós-moderna está empenhada. Assim, os seres-humanos estão desconectados de suas próprias emoções e recorrem as máquinas a fim de sentir qualquer tipo de sentimento.

Apropriando-se dessa nova tendência, a mídia televisiva começou a investir em um gênero polêmico chamado docudrama. O docudrama é um simulacro sobre a mistura de um fato real e a ficção, que se baseia na legitimidade da imagem. Transformar situações de dor, como exemplo, os assassinatos, em documentários televisivos exagerados, tornou-se banal. A população fica na expectativa de receber informações sobre cada detalhe do crime, como se fosse um conto qualquer, esquecendo-se que o ocorrido é um fato real e desumano.

Além de parecer ter tomado o espaço, a tecnologia o está transformando em um contínuo estado de autodúvida, hesitação e confusão. Para preencher as lacunas de uma sensação de vazio, provocada pelos estados citados, as pessoas procuram diferentes fragmentos de imagens disponibilizadas, para encontrar uma forma de prazer, ao ponto que a realidade e a fantasia tornam-se indistinguíveis.

O avanço da tecnologia moderna possibilitou o corpo humano intercambiar com o computador, assim, o corpo está se tornando mecanizado ao mesmo passo que a tecnologia está se humanizando.

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Celeste Olalquiaga

Megalópoles. Sensibilidades culturais contemporâneas

Resenha: Capítulo 1. 

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Danni Carlos, sua voz é maravilhosa, você não precisa mostrar a calcinha! Novembro 3, 2008

Posted by lupado in * Música.
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Antes de prestigiar o show da cantora Danni Carlos em Sorocaba, confesso que tive certo pré-conceito com algumas das performances da musicista em suas apresentações– pesquisas de vídeos no youtube.com.

A primeira impressão foi a de que, para causar impacto, a cantora mistura duas fortes figuras do meio musical: Courtney Love – num estilo mais rock and roll e Madonna, o topo do pop.

Gostei muito do som, do vocal e da simpatia da musicista. Deixei de lado aquela imagem que me incomodou/incomoda, apenas por conta da potência de sua voz.

Talvez, o meu olhar não a enxergou – como a maioria a enxerga-, como uma figura sensual. Muito pelo contrário. Mas deixemos essas idéias de lado. O que importa é que, mesmo sem uma estrutura adequada para shows – falha horrível de Sorocaba-, a cantora conseguiu arrancar arrepios da platéia por mostrar o controle que tem sobre a sua voz. Fenomenal.

Segue um dos vídeos, do youtube. Nesse, encontrei uma semelhança com Madonna, rs!

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Até +!

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