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A Ilha X Admirável mundo novo Julho 14, 2008

Posted by lupado in * Filmes, * Livros.
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Coincidentemente, nos últimos dias, estava lendo um livro chamado Admirável Mundo Novo; obra recomendada no meu primeiro ano de faculdade. Imaginem só, primeiro ano na Universidade e recomendaram um livro nada atrativo para leitura – pelo menos, naquela fase da vida. É claro que comprei o exemplar, mas deixei por exatos oito anos envelhecendo nas prateleiras de casa. Lembrei do mesmo e, quando o peguei em minhas mãos, já estava com todas as páginas amareladas. Decidi lê-lo e o seu conteúdo me fascinou. Talvez, se eu tivesse lido naquela época, não teria interpretado como hoje interpretei. Fenomenal!

O jornalista Aldous Huxley, em 1931, escreveu uma fábula incrível sobre como seria a sociedade no futuro, por volta de 2000. Cidadãos clonados criados sob condicionamento para realizarem atividades de acordo com o que fora definido antes de suas existências, sexo à vontade com variados parceiros desde as aulas práticas (quando pequenos), drogas chamadas de “soma” para espantar qualquer indício de tristeza ou apenas para dar “um barato” nos momentos de lazer. Uma loucura total, uma sociedade demais de organizada e sem maiores instruções, sem questionamentos, apenas felizes por exercerem as funções empregadas a cada um.

O autor, em vários momentos da obra, faz trocadilhos com relação ao “Deus” daquela sociedade condicionada e sem religiosidade. As expressões como “Oh Deus”, são substituídas por “Oh Ford”, isso mesmo! Referem-se a nada mais que Henry Ford – o homem que foi capaz de tornar a sociedade mais organizada; é claro, de acordo com os interesses da Ford Motors, capaz de transformar e condicionar seus empregados e ter o modelo seguido por grande parte das empresas de todo o mundo. Chega a ser hilário, ler o livro e assimilar aquele fictício formato de sociedade às idéias de Taylor, adotadas e empregadas por Henry Ford. Huxley, em 1931, foi capaz de prever inúmeras situações que, anos depois, vieram à tona. Grande prova disso, é a brecada que a genética teve que dar com relação as famosas “Dollys”.

Falando em clones, quando ainda não tinha terminado a leitura do livro citado, assisti um filme que me chamou a atenção, A Ilha (2005). O longa exibe também em ficção, a sociedade futura. Só que, no caso, os clones são uma forma de “seguro” encomendados por pessoas riquíssimas da sociedade “comum humana”. Eles são criados exclusivamente para retirada de órgãos. O que os clientes da milionária empresa não sabem, é que seus “seguros”, possuem sentimentos e são, a todo o tempo, enganados que estão no local por terem sido salvos de uma infecção contagiosa, fora do espaço em que se encontram.

A relação do longa de Michael Bay com a obra de Huxley é bastante evidente. Parece que o filme foi baseado no livro. A forma como os seres são criados geneticamente é muito semelhante, inclusive os nomes de “séries” (do nascimento de cada “leva”), são parecidos. É impossível não ligar um ao outro. Os dois casos apresentados possuem características semelhantes e, os únicos fatos que os diferenciam, é o fim para o qual os clones são criados e a data de criação das respectivas obras.

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Comentários»

1. brunodeleone - Outubro 27, 2008

parabéns pelo texto. estou fazendo um trabalho que tm o objetivo de comparar o livro e o filme de O Admirável Mundo Novo. fiquei muito gratificado em saber que até hoje hajam obras inspiradas no sucesso, que foi um marco na literatura estrangeira. Se possível, eu queria usar o texto de seu blog como fonte para o trabalho, que claro, se você desejar posso lhe enviar. Parabéns pelo blog!

Ps.: Também tenho um, onde escrevo sobre tecnologia, gadgets, carros e tal, de lá uma olhada: http://tecnodrops.wordpress.com