UMA PARADA EM BUENOS AIRES: UM OLHAR SOBRE A MEGALÓPOLE ARGENTINA. Dezembro 11, 2008
Posted by lupado in * Cidades, * Sorocult.Tags: Buenos aires argentina
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Buenos Aires é linda. Não é à toa que a chamam de “Quintal da Europa”, pois sua arquitetura é de cair o queixo. A Praça 25 de Mayo merece alguns bons momentos de contemplação, já que é rodeada de belas construções. O encanto da Casa Rosada é capaz de alterar a respiração de cada turista admirador. O prédio do Congresso é um dos que mais chamam a atenção; as escadarias gigantescas e os monumentos ali instalados remetem a um sentimento patriota de força e progresso.
Caminhar na parte antiga da cidade representa estar em outra época. Prédios novos ou reformados entrelaçados com antigos tornam os cenários tão híbridos ao ponto de quase nos fazerem perder a referência. O centro velho também apresenta a mestiçagem de arquiteturas e o seu movimento se iguala à loucura de todos os centros comerciais das megalópoles. Já a parte mais nova é um encantamento de belas construções modernas e de luzes ofuscantes para todos os lados. Lá se encontra a Recoleta, bairro famoso por guardar o cemitério onde está sepultada Evita Perón, um dos pontos turísticos mais procurados da cidade.
No entanto, diferente de São Paulo – utilizarei a cidade como referência comparativa -, Buenos Aires apresenta uma sociedade com pouca diversidade. Os grupos étnicos não se misturam e, pelas ruas, há apenas argentinos e índios – estes ocupantes de cargos secundários, quando ativos. Os moradores de rua, em geral índios, lotam as imensas praças, especialmente a 25 de Mayo, onde imploram o reconhecimento social. Quase não há negros em Buenos Aires.
Com um olhar positivo, constatei que o povo argentino, diferente do brasileiro, utiliza-se freqüentemente de uma ferramenta antiga e de grande valor que é a manifestação em grupo. Observei uma massa de índios a caminho da Casa Rosada reivindicando a inserção social. Em frente à casa, a tropa de choque da polícia argentina já os aguardava em posição…
Buenos Aires também não está passando por bons momentos. As construções e reformas prediais abandonadas, os carros caindo aos pedaços e outros extremamente batidos, os sorrisos amarelos dos mais velhos, o lixo espalhado em meio às grandes avenidas, a quantidade de mendigos na rua, além das imensas favelas à margem do aeroporto nacional, revelam uma cidade judiada pela decadência financeira. Entretanto, a alimentação argentina é bem mais rica que a brasileira- ainda que eu prefira a nossa água mineral e o sabor do arroz e do feijão-, a carne argentina, o pão, o vinho, a massa, o leite, entre outros, dão show nos nossos, quando comparados aos mesmos pratos. Isso deve explicar o pequeno número de pessoas obesas.
Em suma, o que mais chamou a atenção em tudo isso foi o nacionalismo e a união do povo nos pequenos gestos que representam o amor à pátria argentina. A conclusão é de que o argentino veste a camisa oficial todos os dias, enquanto o brasileiro veste só na Copa do Mundo – ainda que essa ação esteja, aos poucos, se dissolvendo.
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25 de Mayo

Casa Rosada

Musico de El Caminito

Tropa de choque

Cemitério – Recoleta

Cena comum

Campanha + lixo

Se fosse no Brasil…

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