Os comerciais do Mercado Livre.com Dezembro 23, 2008
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Não costumo assistir televisão, mas quando me encontro presa a ela, geralmente a atenção está nos comerciais. Ultimamente, as propagandas que mais chamaram a minha atenção foram as do Mercado Livre.com. Elas conseguem resgatar a antiga idéia da propaganda. São leves, meigas e servem apenas para lembrar o público que o Mercado Livre existe – diferente da maioria das propagandas televisivas que, hoje, são exageradamente apelativas.
Falarei sobre as duas últimas propagandas, sendo a primeira a compra do beijo e a segunda, a compra da motocicleta.
Na primeira, uma jovem decide comprar um beijo. As cenas apresentadas deixam claro que, os dois pertencem a uma classe social típica brasileira. O rapaz caminha e utiliza o transporte público para chegar a casa da moça que, também se apresenta simples, ou seja, o comercial, com classe, não se utiliza de “ilusão” para lançar a sua mensagem. Detalhe para a trilha que conquistou grande parte dos telespectadores. Para finalizar a propaganda, surge a seguinte frase: “Alguém procura o que você tem; alguém tem o que você procura. Tudo o que você imaginar encontre no mercadolivre.com”.
No segundo comercial, um rapaz está “paquerando” uma motocicleta de modelo antigo. No entanto, como ele sabe que não existe mais o modelo para venda, decide comprar uma motocicleta nova. Quando ele está para fechar o negócio (no caso, o casamento), o Mercado Livre possibilita a compra da antiga motocicleta e surge a seguinte mensagem: “O amor ideal existe, encontre no mercadolivre.com”. Detalhe também para a trilha que causou o mesmo impacto da primeira.
Antes de efetuar uma compra no Mercado Livre.com, eu já gostava dos comerciais, mas não tinha nenhum sentimento com eles. Em agosto deste ano, decidi que queria voltar a ter os Playmobils da década de 80 e é claro que eu só seria capaz de encontrá-los no Mercado Livre. A compra foi emocionante. Briguei em leilões e quase me matei de tanto procurar os modelos desejados. Foi nostálgico e delicioso. A partir daí, eu consegui captar todo o contexto dos comerciais, em especial, do último que trata da mesma sensação.
Em suma, gosto desses comerciais. Eles são simples e leves. Não utilizam a persuasão para dizer se a empresa é melhor ou se o concorrente é ruim ou, ainda, o que acontece quando o consumidor opta pelo concorrente. Eles são sinceros e acreditam no poder de utilizar a propaganda apenas para a manutenção da lembrança do consumidor. É claro que cada caso de empresa é um e, porntanto, não podemos comparar as estratégias, mas é interessante destacar que, hoje, quase todas apelam em suas mensagens.
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Comercial do beijo
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Comercial da motocicleta
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Fim do Filme: Caso Eloá virou livro! Dezembro 22, 2008
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Estava entretida com as prateleiras da conceituada livraria Saraiva, quando passei meus olhos por um livro chamado: “A tragédia de Eloá, uma sucessão de erros”. O livro estava exposto no espaço de Sociologia, junto com obras de grandes autores como Bauman e Canclini.
Confesso que peguei o livro e, ao verificar a capa que destaca o nome “ELOÁ” e apresenta a foto mais chamativa do episódio, caí na gargalhada. A primeira palavra que veio em meu pensamento foi: OPORTUNISMO – e do mais barato possível!
Há um tempo, quando o episódio Eloá era apresentado em todas as transmissoras, eu escrevi um texto neste mesmo espaço comentando exatamente a transformação do telejornalismo em telenovela, chamado “A imprensa brasileira virou telenovela”, ou seja, desde o seu início o episódio já estava sendo tratado como mercadoria, no caso, o entretenimento.
Em breve pesquisa sobre o assunto, descobri que o livro foi escrito em apenas 08 dias – prazo exigido pela editora que contratou o jornalista-autor. Detalhe: em sigilo absoluto, pois outra editora poderia roubar a “brilhante” idéia, como afirma o próprio autor em entrevista:
A Editora estabeleceu um prazo determinado para a entrega da obra?
Campos - Estabeleceu sim. Depois de ter aceito o convite, tinha cerca de oito dias para entregar todo o texto para que fosse viável à editora o lançamento ainda neste ano. O fato é que eu não podia tirar licença da Band para escrever porque o projeto era sigiloso. Uma das exigências da editora foi que eu trabalhasse no mais absoluto sigilo. Até por questão de espionagem. Outra empresa poderia abraçar a idéia com outro autor. Então não deixei de trabalhar, continuei na minha rotina normal, mas em qualquer horário livre, estava escrevendo, pesquisando. A única coisa que fiz foi pedir para que minha esposa viajasse com minha filha (ela tem apenas quatro anos) para que eu tivesse as noites livres para trabalhar. Então, tive quatro noites consecutivas para trabalhar em casa.
No decorrer da entrevista, o autor afirmou que o livro foi feito simplesmente para “pagar as contas da empresa”, visto que ninguém vive de idealismo. Acredito nisso também, vivemos em um mundo estupidamente capitalista, capitalistas somos. No entanto, achei incrível a falta de postura e ética, tanto com a falecida Eloá quanto com a própria população.
Campos, o autor do livro, disse ainda que o Brasil não possui o hábito de lançar livros quando o assunto está vivo como, por exemplo, os inúmeros livros lançados nos EUA ao decorrer da candidatura de Barack Obama. No entanto, ele esqueceu que somos, culturalmente, diferentes dos americanos; ainda não transformamos TUDO em mercadoria, apesar de caminharmos para o mesmo abismo. A cultura americana é extremamente consumista.
Os elementos da capa que servem de atrativo para o público-alvo são tão apelativos que, para os mais esclarecidos, chegam a provocar repúdio.
Enfim, sinto tristeza em saber que esse livro foi destinado aos menos informados e que será o “presente” de Natal de muitos. A figura Eloá virou mercadoria e não duvido que logo esteja nas prateleiras das lojas de brinquedo, roubando o lugar da Barbie.
Para quem quer ler a entrevista toda: http://www.masteremjornalismo.org.br/noticia_view.php?id=1787
Até mais!
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Desordem e retrocesso Dezembro 17, 2008
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Dias atrás, eu estava viajando e passei pelo nosso Aeroporto Internacional de Guarulhos e desembarquei no Aeroporto Internacional de Montevidéu – Uruguai.
Gostaria de chamar a atenção para o país que eu me referi, o Uruguai. Um país latino assim como o nosso, “subdesenvolvido”, onde os avanços tecnológicos e a ordem não são “escandalosos” como nos EUA, Europa e Japão, ou seja, farei uma comparação de “Terceiro Mundo” para “Terceiro Mundo”.
Sempre acreditamos piamente em todos os apetrechos tecnológicos utilizados nesses espaços para o controle e a segurança, tanto daqueles que deixam o território quanto daqueles que chegam, ou ainda, do exemplo de quem deixa o território de origem para outro desconhecido.
No dia em que eu desembarquei no Uruguai, senti na pele o quanto somos falhos e, pela primeira vez, tive uma forte sensação de “vergonha alheia” por ser brasileira.
Ao passar pela máquina de raio X uruguaia, o senhor que estava à minha frente foi barrado. Ao ser revistado pela guarda local, foi constatado que ele estava com um chaveiro de metal no bolso. Tudo bem, os guardas pediram para que ele passasse novamente no detector, enquanto sua mala também disparava o alarme do aparelho. Dela, os guardas retiraram os seguintes materiais: um canivete de bolso, duas chaves de fenda e um alicate. O brasileiro, com um olhar sarcástico, de quem não estava entendendo a gravidade da infração e, ao mesmo tempo, achando ridícula a atitude dos guardas uruguaios, deixou o material com os mesmos e saiu zombando do sistema de segurança local.
Confesso que senti vergonha e muita. Vergonha porque aquele homem talvez não tenha passado, no nosso aeroporto, pela entrevista de check-in. Vergonha por saber que depois dele não ter feito a entrevista – “você possui ferramentas, metais pontiagudos, bombas, armas etc”-, ele passou pelo nosso sistema de raio x que não foi capaz de detectar objetos tão alarmantes (no mínimo estava desligado), vergonha por estar logo atrás dele e ser do mesmo território que ele e, por fim, vergonha da cara que ele fez quando quis sair por cima da situação, criticando a guarda uruguaia.
Acontece que ficamos ofendidos quando pessoas “de fora” referem-se ao nosso Brasil como um país sem ordem, onde tudo parece ser levado “nas coxas”. E exigimos respeito! Estufamos nosso peito quando a nossa autoridade maior enche a boca para dizer que somos auto-suficientes, que somos capazes de não nos abalarmos com “crises” e que caminhamos para, finalmente, honrarmos a frase estampada em nosso símbolo nacional “Ordem e Progresso”. Mas, esse mesmo homem, nossa autoridade, esquece-se da ordem das pequenas coisas, do progresso que só se alcança em conjunto – como uma engrenagem-, da distribuição da informação geral para todos os grupos e classes e, acima de tudo, da educação da massa brasileira.
Aquele homem mal informado e de má postura que deixou nosso país e pisou em chão uruguaio não é apenas mais um brasileiro, ele é um representante do Brasil e de cada um de nós e, quando somos minoria em outro território e estamos próximos a homens como ele, somos um pouco deles também.
Lamentável.
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Capa da Revista Época SP – Dezembro 2008. Dezembro 1, 2008
Posted by lupado in * Curioso.Tags: Madonna Epoca São Paulo
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Interessantíssimo!
Acho que essa capa revela um pouco sobre o que eu escrevi anteriormente.
Madonna enxerga São Paulo como uma “coisa” pequena demais, muito pouco para a grandeza dela!!! Rs.
Engraçado como as imagens conseguem persuadir por intermédio de conceitos, muitas vezes, inventados.

fonte da imagem: madonnaonline.com.br
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2008 Novembro 10, 2008
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Dois mil e oito foi um ano cheio. Lotado, talvez. Abarrotado de experiências vivas e tristes também. Foi nesse ano que eu tive que descobrir e entender que, mesmo que tentemos, nada é absoluto, quando se divide com alguém. O amor não é perfeito. O sentimento é traiçoeiro. A morte, muitas vezes, desejada em ficção, mesmo sabendo que o individuo vive com medo dela. Em 2008, conheci a Disney e me encantei e me desencantei com a potência mundial, que, neste mesmo ano, se mostrou tão frágil. Até mesmo ela pode fraquejar – por que eu não?! Também me aproximei da figura paterna, que eu nunca tive numa visão patriarca. Senti-me bem. Entrei para um curso que me tornou mais rabugenta, mais madura-antes do tempo, mais incompreensível e indesejada. A sabedoria também exige um preço. Também fui madrinha de casamento pela primeira vez e fui de uma pessoa muito especial que é minha irmã Thátira. Senti o que é bambear de emoção e gostei da experiência, mesmo não sabendo explicá-la. Eu ajudei entidades. Desfiz-me de roupas velhas, comprei novas e, até mesmo, mandei fazer outras. Nesse ano, eu perdi uma jóia preciosa. Perdi em terra, sei disso. Minha madrinha-avó virou anjo e conquistou o seu merecido descanso, mesmo que de maneira tão dolorosa. Ainda, nesses longos e tão curtos dias, aprendi a entender e a respeitar outras culturas e, até mesmo, receber ajuda delas. Devemos ser flexíveis, sempre. Reaproximei-me da família. Viajei para Santos- para molhar meus pés na água salgada, viajei para a Argentina para molhar minha garganta e me embriagar ao vinho tinto – para flutuar em meus pensamentos, tão meus. Reconquistei amizades, fiz novas, percebi desrespeito em outras. Descobri uma banda nova, me surpreendi com atitudes lindas e inesperadas. Ouvi uma mesma música milhares de vezes. Senti-me adolescente. Emocionei-me, irritei-me, acabei-me. Senti-me insegura, sozinha, solitária. Senti-me amada, feliz e amparada. Senti saudades, muita saudade. Nesse ano eu dancei como nunca havia dançado antes. Comemorei, abracei, beijei e pulei de alegria. Fui elogiada – como é gostoso! Fui acariciada. Tive medo da solidão, tive medo de perder alguém e perdi outro alguém. Tive medo de não conseguir, de perder o emprego, de falhar e não retomar. Tive medo de arriscar. Odeio o fracasso e fracassei, pois não arrisquei. Nesse ano, eu iniciei os estudos de inglês e parei, mas voltei para a academia. Isso me fez bem. Eu experimentei a anestesia rack e não gostei dela. Sofri de dor, isso sim eu sofri. Senti-me sozinha. Confesso. Voltei a cantar no começo do ano e, mesmo antes da metade, parei. Parei e não senti mais vontade de tocar. Dei canja em bares, mas não me senti à vontade. Senti falta de minha mãe, sem precisar. Senti falta de minhas irmãs. Tomei vodka e vomitei no sanitário. Cortei o cabelo, gostei da aparência. Mudei a cor das pontas, a fim de mudar algo – que não sei explicar. Comecei a usar as roupas que eu sempre quis, sem me importar com opiniões alheias. Regulei a minha alimentação e estou bem assim. Descobri que o chocolate não é tão doce quanto era antes – quando o ping pong tinha sabor de infância. Chorei de dor no coração. Fiz uma tatuagem maior que as outras – um dragão. Gostei dela. Mas também não mudou nada. Exceto em meu físico. Dei presentes, recebi presentes- muitos deles-, dormi com gato, acariciei passarinho manso e contemplei tigre branco. Acordei com alguém que amo – todos os dias- e me senti protegida.
Nesse ano, aprendi tantas coisas que, ainda não consegui organizá-las em meus pensamentos. Uma pausa para as festas obrigatórias e que comece outro novamente intenso.
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A imprensa brasileira virou telenovela! Outubro 24, 2008
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Isabellas e Eloás já fazem parte das novelas seriadas brasileiras – ainda prefiro as mexicanas. O brasileiro, em especial, não sabe utilizar as tecnologias empreendidas de outros locais. Adaptam à loucura brasileira, ao exagero. Extremistas, quanto mais sangue, quanto mais polêmica, quanto mais patifaria, desordem humana e degradação da espécie, mais estão contentes. E vêem isso como trabalho sério! Surgem estrelas Datenas e Ratinhos como reis da imprensa sanguinária e, com o povo – hoje está na moda se dizer: a massa-, ao seu favor, eles se dão ao luxo de até interagir, através do uso inapropriado da ferramenta de comunicação, com membros de grupos delinqüentes da sociedade.
Crimes como o seqüestro de Santo André, não passam de puro entretenimento a sociedade sádica.
Funciona, mais ou menos, assim:
Polícia: Vilã
Seqüestrador: Mocinho coitado
Reféns: Meros Figurantes
Isso se chama troca de papéis. É o que a moral humana não permite no aparente e que são apresentados em filmes e novelas. Casos como incesto, pedofilia, assassinato de pais, milionários que se apaixonam por prostitutas, etc., são fetiches que prendem a atenção do público em seus pensamentos mais obscuros.
Enquanto as novelas brasileiras perdem público por apresentarem sempre mesmices, a imprensa encontra uma forma de criar novas séries, mas, estas, reais. Massa encefálica, pedaços de membros, crianças e adolescentes ensangüentados, já não causam mais impacto. A carnificina já se inseriu no cotidiano banal.
Depois nos perguntamos o porquê de o Brasil não ser tão avançado em tecnologia, assim, tendo que se apropriar das invenções alheias. Penso naquela piadinha de mau gosto de quando Deus foi fazer o mundo:
Criou todos os países com problemas naturais, tufões, tsunamis, calor demais, frio de mais, etc. e, quando foi criar o Brasil, fez um clima apropriado, cheio de praias e beleza natural sem catástrofes. Seu auxiliar perguntou: Por que tanto privilégio para um só país? Deus falou:
Calma, você ainda não viu o povo que eu vou botar dentro!
Afe!
Hoje essa piada começa a fazer sentido. Será que se, a faculdade das invenções tecnológicas fosse “dada” ao povo brasileiro, o resto do mundo acataria a moda Brasil? Se sim, o mundo estaria ainda mais anestesiado a violência.
Até + !
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Mulher é presa por matar marido virtualmente no Japão Outubro 24, 2008
Posted by lupado in * Curioso.Tags: morte virtual
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Essa eu não pude deixar de compartilhar, rs!
O mundo está perdido! Internautas, cuidado!!! Estamos correndo risco de vida! Ou, espertinhos, descobridores de senhas, cuidado! Já podem ser condenados à prisão do mundo virtual ao real. Não se sabe mais qual mundo é o verdadeiro. Onde estamos mais seguros?
O mundo real está banalizado. Não se pune mais nem crimes horrendos, enquanto que, no mundo virtual, esses atos relacionados a moral humana, começam a ganhar mais força, no sentido de seriedade. Chega a ser irônico!
Conclusão: Deixemos de viver socialmente no real. Vamos nos trancar nas casas e desfrutar dos laços sociais através de nossas “máquinas de extensão”. Parece que as leis lá dentro, estão mais severas e a humanidade, mais segura! rs! “FIM DO FILME.
SEGUE MATÉRIA RETIRADA DA PÁGINA TERRA, FONTE : http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI3280297-EI4795,00-Mulher+e+presa+por+matar+marido+virtualmente+no+Japao.html
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Ela alega que teria ficado brava ao ser divorciada do marido virtual sem aviso em um jogo online.
O avatar “morto” era o alter-ego virtual de um homem de 33 anos, que chamou a polícia após descobrir que seu perfil no jogo havia sido apagado.
A suposta “assassina virtual”, uma professora de piano de 43 anos, está sendo mantida em uma prisão na cidade de Sapporo, ao norte do país.
A polícia a acusa de acessar de forma fraudulenta a conta da vítima no jogo online.
Casamento virtual
Os avatares da mulher e da vítima haviam se conhecido online e se casaram virtualmente em um jogo popular, chamado Maplestory.
Segundo a polícia, apesar de a mulher não ter cometido qualquer agressão física contra sua vítima no mundo real, ela deverá ser indiciada por acessar ilegalmente um computador e manipular dados.
Ela estará sujeita, se condenada, a uma pena de até cinco anos de prisão ou a uma multa de até cerca de R$ 12 mil.
O Maplestory é um jogo fabricado na Coréia do Sul que ganhou muita popularidade em diversos países do Oriente.
O principal objetivo do jogo é derrotar monstros, mas ele também pode servir para outras atividades sociais, como relacionamentos e até casamentos virtuais entre os avatares.
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Uma das pérolas da propaganda Sorocabana. Outubro 22, 2008
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Pelo menos uma vez ao dia, ouço numa rádio local, uma propaganda um tanto interessante.
É mais ou menos assim:
Aquele som de fundo brega e manjado de teclado (cpu) e um homem digitando e lendo em voz alta :
“En..tã …o mar…ca…mos pa..ra as o…i…to ho..ras”. (A princípio, imagina-se -os mais sensatos-, uma reunião).
Detalhe para o perfil do cidadão que digita e fala de uma forma extremamente lenta, o que leva a crer que o personagem é um cara que acabou de conhecer o computador e que não possui habilidades para utilizá-lo.
Então ouve-se um barulho e cai a conexão da internet do cidadão e ele solta a seguinte frase:
“Puxa vida, agora que eu ia conseguir marcar um encontro com ela!” (o tom de voz da lamentação deixa evidente que o encontro era amoroso).
Em seguida vem a pérola da chamada da empresa X de informática- mais ou menos assim:
“Problemas com a internet de sua EMPRESA chame a empresa X que ela resolve rapidinho”.
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Conclusão:
A imagem do cara que está “trabalhando” não é fiel ao cargo pois, além de ser um cara lerdo com a digitação, demonstra que está usando a internet da empresa para “paquerar” em horário de trabalho. Seria esse o perfil do trabalhador sorocabano?
Devemos levar em conta que essa pérola foi feita por um péssimo profissional de propaganda da cidade, veiculada por uma rádio de grande audiência da mesma e região e, até agora, mantem-se no ar (a prop.), sem nenhuma consideração de seus milhares de ouvintes, muitos, profissionais da área.
Meu Deus, Sorocaba ainda engatinha na comunicação.
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Fim do mundo, da ética e da moral. Outubro 22, 2008
Posted by lupado in * Curioso.Tags: etica moral imagens internet
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Eu só queria dizer, que ainda sinto. E não sinto pouco, sinto muito.
Está tudo banalizado - a bárbarie virou rotina e as imagens chocantes, entretenimento dos mais valiosos possíveis.
Antes, se recebia e-mails - quando considerados “fortes”-, pelo menos com algum recado de advertência:
“Cuidado, contém cenas fortes”.
“ Não abra se tiver estômago fraco”, entre outros.
Hoje, essses tipos de mensagens chegam com temas: “URGENTE”, “IMPORTANTE”, enfim, o que provoca situações como a desgraça que me ocorreu hoje.
Estava checando e-mails e tomando meu café da manhã quando abro um e-mail com o tema “URGENTE”. Logo que abri a mensagem, não deu tempo nem de pensar, vi uma fotografia gigante de um neném inteiro queimado. =/
Adeus café da manhã, adeus bom humor, adeus. Acho importante a divulgação por causas nobres, mas acho mais importante ainda, a volta a ética – saber ao menos, se as pessoas querem ver aquele tipo de imagem naquele momento e, no mínimo, terem a opção de escolher se precisam mirar a imagem ou simplesmente optarem por encaminhar.
Eu ainda me choco. Eu ainda não consigo comer assistindo a uma reportagem sobre a miséria da Etiópia. São questões de valores.
Até mais.
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Sesc Sorocaba, me chamo Thífani Postali! Outubro 10, 2008
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Recebi hoje, o caderno da programação do SESC Sorocaba-outubro /2008. Logo, ao virar a 1º página tenho uma surpresa! Fernanda Porto. Não, não era ela a surpresa – apesar de eu admirar seu trabalho-, mas sim a foto de minha autoria, “emprestada” do meu flickr, sem o meu consentimento.
Esquisito, no mínimo!
Primeiro porque tirei fotos do último show da Fernanda Porto em Sorocaba, às escondidas, já que o Sesc só autoriza imprensa fotografar eventos como este. Depois, o Sesc poderia ter pedido para a “imprensa” que estava presente no evento, liberar as fotos do arquivo. Enfim, quem sou eu para saber como funciona!
De duas uma, ou eu fico satisfeita por ter minha foto impressa em sei lá quantos cadernos ou fico extremamente ofendida por saber que, na minha pág. do flickr, tem meu nome completo, meu contato de e-mail, minha cidade e, ainda, um espaço para se entrar em contato por lá mesmo, sem demais esforços.
Seria interessante:
O Sesc liberaria minhas fotografias nos eventos (já que gostou tanto) e eu as cederia gratuitamente, mas com o mínimo de consideração e profissionalismo:
Colaboração de Thífani Postali
Foto de Thífani Postali
Arquivo de Thífani Postali
Ou o mínimo do indireto possível:
Fonte: flickr.com/photos/thifani
Como sabemos que isso é inviável e impossível, me obrigo a contentar em saber que a foto serviu para alguma coisa!
Fãs de Fernanda Porto que caíram aqui de “gaiato” podem ver mais fotos em ótima resolução:
O caderno de outubro/2008:
A foto original:
A internet é uma fonte que nos bombardeia de informações, imagens disponíveis e muito mais, mas, devemos saber diferenciar quando uma foto ou informação é de autoria e não está simplesmente jogada em uma página qualquer.
Até mais!
=0)
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Questões políticas Setembro 26, 2008
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Falar de política é um assunto muito complicado – ou não!
Como os filósofos já diziam, uma vez dado o poder a UM homem, ele utilizará de todos os artifícios para se manter acima dos demais. Isso, no sentido da antiga palavra “tirania”. Se o homem é bom, e está no meio do povo, quando o damos o poder, perdemos tudo o que ele tinha de bom, não digo nas “aparências”, nas boas feitorias, refiro-me ao novo sentimento que lhe é despertado, A SATISFAÇÃO E O DESEJO AO CONTROLE DO PODER.
Não falo sobre a idéia de que os candidatos sorocabanos (e isso vale também para o mundo), sejam bons ou ruins, estou me referindo apenas a pensamentos, sem um personagem definido.
A “fortuna”, no sentido do acaso, cega os homens; uma vez autoritários, nunca mais se verão no lugar da massa. Nada mudou desde que a sociedade foi decretada como tal. A política ainda continua sendo uma briga de “ego” envolvendo poder e, no caso do Brasil, muitas vezes, só o “dimdim”. Portanto, gostaria de saber, se antes de nos candidatarmos, o que seria se tivéssemos que assinar um contrato dizendo o seguinte:
- O candidato, assim como os seus familiares, deverão utilizar apenas o serviço de SAÚDE público;
- O candidato, assim como os seus familiares, deverão utilizar somente as instituições de ENSINO público;
- O candidato, assim como seus familiares, deverão utilizar apenas o serviço de TRANSPORTE público;
Entre outras “coisas” públicas!
Haveria tanto candidato assim? Essa pergunta também vale aos candidatos semi-analfabetos que estão se candidatando por aí, sem entender o sentido real da palavra “política”, interessados apenas no salário que o vizinho falou que é bom. “Nossa como você é conhecido! Você deveria se candidatar, $$$”.
Nada contra os “semi-analfabetos”, também porque até 1920 nosso índice de analfabetismo era de 75% da população e em 1940, 57%. Isso significa que grande parte dos vovôs e vovós, encontravam-se (ou encontram-se) nessas condições. Mas a questão é que, no mínimo, para se candidatar a uma área “administrativa”, fosse necessário um diploma, talvez em administração, não? Ou ainda, se fosse para cuidar da arquitetura, só arquitetos poderiam se candidatar, não? Enfim, continuaremos com o “zé da carroça” como responsável das vias urbanas!
Democracia? Poxa, nossa única participação de escolha é o voto, e nem esse pode ser considerado democrático. Já parou para pensar que, somos obrigados a votar? Mesmo quando não temos a opção de um candidato, somos obrigados. Isso é democrático? E ainda, se “anular” o voto, o ponto vai ao que está a frente dos demais. Será que nossos avós sabem disso?
Por fim, estou escrevendo para falar que, a questão da política continua sendo literalmente, motivo de piada. Dúvidas sobre isso? Assista a comédia do horário político.
Para aqueles que queiram se aprofundar:
Aristóteles – A política
Platão – A república
Claude Lefort – O nome de um
Etienne La Boétie – O discurso da servidão voluntária
Falcão – Mulheres e o tráfico Julho 16, 2008
Posted by lupado in * Curioso.add a comment
O livro é mais uma obra, ou melhor, a continuação do famoso “Falcão, meninos do tráfico”, de MV Bill e Celso Athayde. É difícil escrever o que achei, tive alguns problemas relacionados a gostos pessoais no meio da leitura, mas, ao final, já estava um pouco mais familiarizada.
Para aqueles que buscam, através da leitura, aumentar o vocabulário, esqueçam! O único vocabulário que o livro acrescenta são as gírias das favelas atualizadas. Não estou criticando as obras, também porque possuo os dois exemplares. Ao contrário, acho muito válida a iniciativa e, principalmente, a causa que é, além de divulgar a realidade de nosso país, colaborar também com a CUFA (Central única das favelas) – organização localizada em várias regiões do Brasil que tem como finalidade apoiar culturalmente as camadas não privilegiadas da sociedade. O trabalho dessa organização é fenomenal, incentiva e apóia jovens a desenvolverem diversas formas de arte.
Enfim, é complicado descrever o livro. Não sei se um relatório sobre modos de vida relacionados ao fim do contexto geral (drogas), caberia melhor dizer. São depoimentos bem pessoais, com expressões originais de cada entrevistado. Para os fãs de MV Bill é um presente, pois o conteúdo é capaz de aproximar o leitor dos pensamentos e opiniões do ícone do hip hop brasileiro. Se você está procurando algo do gênero, uma realidade concreta sem “cortes“, estes são os livros ideais. Mas, se você apenas procura entender o funcionamento das favelas de uma maneira mais abrangente, eu continuo recomendando, como uma primeira leitura o “Abusado”, de Caco Barcelos.
Saiba mais sobre a CUFA, acesse: www.cufa.com.br
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Esqueça a cervejinha, o vinho e a caipirinha! Junho 25, 2008
Posted by lupado in * Curioso.1 comment so far
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Antes de mais nada, gostaria de salientar que NÃO SOU A FAVOR DA BEBIDA ALCOOLICA + DIREÇÃO, mas também, acredito que os moderados não devem pagar pelos inconseqüentes.
- Sabe aquela visitinha rápida a seu amigo? Ele pede para que tome, pelo menos, uma cervejinha juntos e você toma, se não será desfeita! Esqueça!;
- Sabe aquele restaurante maravilhoso de comida italiana que a taça de vinho é por cortesia da casa? Esqueça também;
Sabe aquela divina saquerita, que tomamos de “entradinha” no restaurante japonês? Terá que ser excluída por falta de saída, portanto, delete de sua lista de gostosuras;
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Adeus cervejinha, adeus vinho e adeus caipirinha!
Nosso presidente, não satisfeito por ter que “deixar a branquinha de lado” (tudo tem o seu preço), decidiu generalizar total. Ninguém mais, no país “dele”, poderá beber socialmente.
Bom, quem sabe essa loucura não é uma estratégia para diminuir o fluxo de veículos das cidades?
Analisemos juntos…
Aquele amigo que só toma coca-cola, terá que super-lotar o seu carro para levar os demais para as festas – poderá render uma graninha hein!?
Proprietários de Vans, corram com as campanhas publicitárias, o seu mercado irá ‘bombar”!
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Senhor presidente 1: Não precisava exagerar! Era só modificar a lei para que o exame do bafômetro fosse obrigatório a todos;
Senhor presidente 2: Nós, cidadãos brasileiros, bebemos uma tacinha de vinho ou uma cervejinha , para esquecer as notícias barbáries que ouvimos, escutamos e presenciamos diariamente. Bebemos para esquecer as expressões exageradas do “Datena”; para esquecer da voz pavorosa do programa “Linha direta” ou para esquecer, simplesmente, de qualquer outro veículo de comunicação jornalístico que têm como foco, a criminalidade excessiva do Brasil. Procuramos esquecer que não há lei que puna o que realmente deve ser punido e que, os absurdos que estamos nos sujeitando a conviver, ocorrerão até você deixar a mágoa do álcool de lado e se preocupar com as lacunas horrendas de nossas leis criminais. Essas sim, merecem atenção.
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Videoteca: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain -2001 Junho 16, 2008
Posted by lupado in * Curioso.2 comments
Com início extremamente nostálgico, o longa logo revela que tratará de questões humanas, onde os pequenos fatos da vida, (ou chamados por muitos de “pequenas coisas”), fazem grande diferença na vida de um indivíduo qualquer, sem extinção de valores.
O publicitário Jean Pierre Jeunet soube acertar na sensibilidade, tornou uma história simples em um conto de fadas, com retratos magníficos e imagens tocantes – simples, mas significativas. A beleza das cenas também é composta pelo uso excessivo das cores verde e vermelho, que têm como significado: verde – bem estar, paz, saúde e equilíbrio; vermelho – dinamismo, energia, revolta, calor e raiva. São cores que expressam os sentimentos das cenas apresentadas. Uma obra de arte e uma raridade dentro da indústria cinematográfica. Delicado e, ao mesmo tempo, expressivo.
Amélie Poulain tem que estar na nossa videoteca pessoal. O DVD está à venda nas Lojas Americanas a preço de banana. Oportunidade única!
Já que os loucos dos diretores americanos anunciaram uma possível segunda greve, vamos aproveitar para ver o que deixamos para trás, ou para aqueles que já assistiram, novamente prestigiar.
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