O pequeno grande mercado das bandas alternativas Dezembro 11, 2008
Posted by lupado in * Música, * Teia Cultural.Tags: bandas alternativas sorocaba
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Há uma semana, fui abordada por um amigo que estava vendendo convites para a apresentação de sua banda, que abriria, junto com outras, o show da Dead Fish, no dia 6/12.
Eu não entendi o porquê da necessidade das vendas antecipadas dos convites, já que, sabendo que a Dead Fish é consagrada no meio alternativo, não deveria haver a tensão das vendas precipitadas. Questionei meu amigo que, muito frustrado, explicou-me a atual “regra” para entrar no meio musical alternativo.
Nesse evento em especial, as bandas deveriam vender pelo menos 20 convites para garantir sua apresentação. Para tanto, a banda teria que deixar um “cheque calção” com a organização e retirar os 20 convites. Ou seja, em palavras óbvias, a banda deveria, literalmente, comprar os convites no valor de R$ 20,00 e revendê-los.
As regras foram bem claras: se a banda não vendesse os convites, tomaria prejuízo e correria o risco de não se apresentar, ou, a banda que vendesse a maior quantidade de convites – acima da quantidade estipulada-, tocaria mais próxima do horário da banda principal. Analisando a partir destas informações, podemos concluir que, hoje, não há mais o mérito do bom trabalho, visto que, a “melhor” banda é escolhida pela capacidade de venda de convites (o esquema é montar uma banda com bons vendedores ou pessoas bem da $$$, rs!).
Bom, comprei o convite para dar uma força ao meu amigo, mas acabei não comparecendo ao show, felizmente, pois a Dead Fish só atrapalhou o evento.
Primeiro a banda reclamou da estrutura:
Motivo 1º: pouco público (mesmo com a casa lotada) – desculpa para exigir o adiantamento da metade do cachê.
Motivo 2º: a aparelhagem de som não estava dentro das “necessidades” da banda – desculpa para o adiantamento de mais uma parte do cachê.
Por fim, perto do horário da apresentação, os integrantes da Dead Fish sumiram do local alegando não ser um evento suficiente para a presença dela. O interessante é saber que o grupo já havia tocado no mesmo evento há algum tempo, o que prova o conhecimento com relação à estrutura.
Conclusão: Público revoltado, quebrando cadeiras, puxando cabos ativos e desrespeitando a banda que antecedia a principal, organizadores e integrantes de outras bandas sendo ameaçados de linchamento e mais toda aquela cena que já sabemos como se desenrola. Uma palhaçada só. Palhaçada da organização com as bandas sérias, palhaçada da Dead Fish com os organizadores e principalmente com o público e palhaçada do público com o espaço.
Eu já auxiliei eventos com bandas alternativas, quanto fazia parte da equipe do site Sorocabarock.com e, desde então, as bandas já se esforçavam para aparecer no cenário alternativo. O interessante era observar a vontade e a dedicação que as bandas tinham em colaborar para um bom evento. A verba arrecadada era insuficiente para dividir entre as bandas e, assim sendo, era destinada às despesas gerais do evento como transporte, flyers, acerto de contas com aluguel do espaço, com seguranças e aparelhagem de som. Velhos e bons tempos! Diferentemente, hoje, muitos organizadores de Sorocaba e região encontram maneiras de aproveitar o gás e a vontade de destaque das inúmeras bandas para garantir a verba do evento, ou seja, além de se apresentar de graça, as bandas assumem o papel de “promoters” e vendedoras e, as menos populares, acabam pagando para tocar.
Se você pensa em montar uma banda alternativa, pense duas vezes antes de entrar para esse mercado ou contrate logo um vendedor para integrar o grupo.
Detalhe: O show da banda Fresno já está marcado e as regras para a escolha das bandas que participarão serão as mesmas, exceto a quantidade de convites a serem vendidos que será o dobro da quantidade do evento citado acima.
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Danni Carlos, sua voz é maravilhosa, você não precisa mostrar a calcinha! Novembro 3, 2008
Posted by lupado in * Música.1 comment so far

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Antes de prestigiar o show da cantora Danni Carlos em Sorocaba, confesso que tive certo pré-conceito com algumas das performances da musicista em suas apresentações– pesquisas de vídeos no youtube.com.
A primeira impressão foi a de que, para causar impacto, a cantora mistura duas fortes figuras do meio musical: Courtney Love – num estilo mais rock and roll e Madonna, o topo do pop.
Gostei muito do som, do vocal e da simpatia da musicista. Deixei de lado aquela imagem que me incomodou/incomoda, apenas por conta da potência de sua voz.
Talvez, o meu olhar não a enxergou – como a maioria a enxerga-, como uma figura sensual. Muito pelo contrário. Mas deixemos essas idéias de lado. O que importa é que, mesmo sem uma estrutura adequada para shows – falha horrível de Sorocaba-, a cantora conseguiu arrancar arrepios da platéia por mostrar o controle que tem sobre a sua voz. Fenomenal.
Segue um dos vídeos, do youtube. Nesse, encontrei uma semelhança com Madonna, rs!
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Até +!
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Banda Trash Pour 4 Novembro 3, 2008
Posted by lupado in * Música.Tags: studio SP, trash pour 4
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Na última sexta, fui ao Studio SP prestigiar o som da banda Trash pour 4. Para quem não conhece, a banda teve uma super sacada: literalmente reciclou sons super conhecidos que, hoje, são considerados kitsch. Você, por exemplo, pode promover um coquetel e realizá-lo ao som de Like a Virgem- Madonna, que o público amará, RS! Maluco o negócio ou não?
Gravação de primeira, instrumental de primeira, tudo perfeito. Um som que agrada a todas as idades.
Para quem quer conhecer, acesse: www.trashpur4.com
Veja a seguir um pouco de Tp4 no Altas Horas
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Trio A Vácuo – eu assino embaixo! Maio 30, 2008
Posted by lupado in * Música.add a comment
Jazz e MPB instrumental tocados por excelentes músicos, num ambiente simples e aconchegante, precisa de mais alguma coisa?
Esses dias (não me lembro a data), fui ao Back Road bar prestigiar meu amigo Júlio Guazzelli, baterista do referido Trio. Assustei-me com tanta perfeição! O trabalho do Júlio eu já conhecia, e como!- tocamos juntos a muito tempo. O que me chamou a atenção, foi a novidade: Evandro Marcolino destruindo com classe a sua semi-acústica e Rodrigo Ferreira fazendo seu baixo quase falar.
Um som gostoso, elegante e com a altura do volume correta. Isso mesmo, NA ALTURA QUE DEVE SE TOCAR. Não havia um instrumento atropelando o outro; ouvia-se muito bem a guitarra, o baixo e a bateria. Oras, vai me dizer que nunca foi prestigiar um grupo musical e se irritou com o “barulho” da guitarra, ou do baixo, ambos a frente um do outro? Vício de músico, não?
O ”barulho” ocorre, independente se o cara toca bem ou mal. Acontece que, depois de uma determinada altura, nossos ouvidos não conseguem mais distinguir os sons com precisão. Portanto, olha o puxão de orelhas, quando tiver um ataque de estrelismo*, lembre-se: se aumentar o volume, poderá se prejudicar!
* ESTRELISMO – Termo bastante ultilizado em Sorocaba e região. No meio musical, define aquele músico que pensa que o grupo “é ele”; que não costuma prestigiar o trabalho dos demais grupos, por achar ser o melhor de todos.
Enfim…
Hoje é sexta e tem Trio A Vácuo no Back Road bar.

Evandro Marcolino

Júlio Guazzelli

Rodrigo Ferreira
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