Palestra: As perspectivas da comunicação no rádio Junho 16, 2008
Posted by lupado in * Acadêmico, * Palestras.2 comments
Na última sexta, 13/06, o curso de Mestrado em comunicação e Cultura, promoveu uma palestra sobre a comunicação no rádio e suas tendências numa época em que surgem diversos aparelhos digitais.
A palestra foi muito bem ministrada pelo professor/ radialista Alexandre Tondella. Entre os assuntos, foi discutida a questão da liberdade proporcionada pelo rádio – o ouvinte cria suas próprias imagens a partir do que é apresentado. Diferente da televisão, que o conteúdo e as imagens apresentadas são pré-concebidas, o rádio permite que você possa imaginar os ambientes, personagens e paisagens, da maneira em que desejar. É o único veículo de comunicação que “dá asas a sua imaginação” e que, interage diretamente com o ouvinte.
A maior discussão da noite foi a questão dos novos aparelhos digitais e se, os mesmos, são capazes de diminuir a audiência das emissoras. Particularmente, não acredito que esses pequenos aparelhos sejam suficientemente capazes de trocar toda a sensação que o rádio trás, por simples canções pré-selecionadas. Também porque, os rádios com entrada USB já estão no mercado a um bom tempo e, mesmo assim, não vejo muitos usuários desse atual recurso. Se os aparelhos digitais tivessem o poder de modificar o rádio, já o teriam feito.
Uma discussão também interessante foi a questão da emissora Jovem Pan sortear aparelhos de MP3 como brindes - no caso, “os sorteados” não mais ouviriam a rádio. A meu ver, esses aparelhos não concorrem com as rádios; são utilizados em momentos específicos, como caminhada. É só dar um pulo no centro da cidade e verificar a quantidade de pessoas utilizando fones de ouvido. Isso sim virou uma tendência – poder carregar algumas músicas no bolso, sem ocupar espaço.
No mais, amo ouvir rádio, em especial, os programas jornalísticos que são dinâmicos. Apesar de possuir aparelho de cd em meu veiculo a mais de 7 anos, não troco a surpresa do rádio por uma seleção pré-definida, também porque, ouvir sempre a mesma coisa, enjoa.
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Gostaria apenas de observar algo negativo que se repete em muitas palestras de comunicação.
Acho desnecessário grande parte dos profissionais em comunicação, terem a mania de ostentar o que são e onde trabalham. Uma mania ridícula de querer exibir “quem é mais do que”. O momento aberto para perguntas, serve apenas para acrescentar o conteúdo da palestra e não para fazer com que o palestrante tenha que responder perguntas “imbecis” só porque o “participante” desejou dizer quem é e o que faz.
Não sei se isso só ocorre em Sorocaba, mas não me sinto a vontade com essas situações. Utilizar momentos raros para assuntos particulares, acaba com a nossa imagem – nós, comunicadores. Ainda mais quando se levanta a mão e não sabe, ao certo, o que irá perguntar.
Já assisti a várias palestras de outras áreas e, nelas, o “momento perguntas” é muito bem usado.
Fico triste que, na minha área, existam pessoas tão egocêntricas ao ponto de se sujeitarem ao ridículo.
Ossos do ofício.
Enfim, o professor Paulo Schetino, a quem muito admiro, surpreendeu mais uma vez com um de seus maravilhosos projetos. Espero que esse seja um grande sucesso e de proveito de muitos.
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